Referência mundial em arquitetura, o prédio que abriga o Museu Iberê Camargo, em Porto Alegre, não abriu mão da economia de recursos em prol da beleza estética.
O museu utiliza 20% a menos de energia do que o padrão para edificações de seu porte. Com relação à água, o prédio consome o mesmo que uma residência média. Isso tudo apesar da necessidade de manutenção da temperatura ideal para a conservação das obras do acervo da instituição. Por esse motivo, o ar-condicionado fica ligado 24 horas por dia.
Para alcançar esses índices de economia de água e energia, o prédio conta com recursos tradicionais em construções sustentáveis. Reutiliza a água descartada em torneiras, chuveiros e ar-condicionado e recolhe chuva nos pátios inferiores. Para aproveitar a luz natural, o edifício conta com aberturas posicionadas de forma inteligente.
O museu inovou, porém, com um sistema computadorizado de controle de temperatura e iluminação, que garante a proteção das obras e economiza o máximo de energia. Além disso, as paredes do edifício são revestidas com lã de rocha, que isola térmica e acusticamente o interior (primeira foto abaixo). Já as paredes dos braços externos do museu abrigam um sistema hidráulico de tubos capilares plásticos, por onde corre água fria durante o dia. Isso mantém o prédio resfriado naturalmente, diminuindo o uso do ar-condicionado (na segunda foto aqui embaixo).
E tem mais:
- O museu determinou a plantação de mudas nativas em seu entorno
- Com isso, resgatou quase 20 mil metros quadrados de matas
A foto da parte externa é do Júlio Cordeiro
Postagem retirada do ClicRBS http://wp.clicrbs.com.br/nossomundosustentavel/page/2/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C77



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